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EMPREENDEDORISMO NO MUNDO GLOBALIZADO

Para entender dados de empreendedorismo no mundo vamos fazer uma análise da pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) onde é feito um estudo anual sobre o nível do empreendedorismo em vários países.

Esse estudo foi feito em 2016, o de 2017 ainda não foi publicado. 

EMPREENDEDORISMO NO MUNDO, GEM.

Esse estudo sobre empreendedorismo no mundo iniciou-se em 1999, fruto de uma parceria entre a Babson College a London Business School.

Atualmente, é a mais abrangente pesquisa anual sobre empreendedorismo no mundo, que explora o papel do empreendedorismo no desenvolvimento social e econômico.

Decorridos dezoito anos, o número de países participantes da pesquisa continua em ascensão, atingindo a marca de 65 países dos cinco continentes, que representam 70% da população e 83% do PIB mundial.

Em cada país, equipes nacionais analisam os dados de amostras estatisticamente representativas da população, com o objetivo de identificar as atitudes da população em relação à atividade empreendedora.

São analisado as taxas de empreendedorismo, as motivações e as características dos empreendedores e de seus empreendimentos, além das condições para empreender.

Quando comparada a outras pesquisas sobre empreendedorismo, a pesquisa GEM apresenta aspectos distintivos que ressaltam a importância de seus resultados para a formulação de políticas e programas de apoio a novos empreendimentos.

Entre estes, se destacam: a utilização de fontes primárias de dados com foco no indivíduo e não em empresas.

É utilizado um conceito ampliado de empreendedor, também são feitas consulta a especialistas que atuam no campo do empreendedorismo.

Estas características levam à identificação do processo empreendedor em todas as suas fases.

 Também identifica atividades empreendedoras informais.

O âmbito da pesquisa GEM leva em conta qualquer tentativa de criação e desenvolvimento de novos negócios ou criação de novas empresas,como o trabalho por conta própria.

A participação brasileira no GEM ocorre desde o segundo ano de sua realização, sendo aperfeiçoada a cada edição com a consideração de novos temas.

A análise do empreendedorismo no mundo que é feita no GEM adota uma visão processual considerando as diversas etapas que caracterizam o fenômeno.

O EMPREENDEDORISMO NO MUNDO  POR GÊNERO

empreendedorismo no mundo GêneroEm relação ao gênero a maior parte dos países apresenta uma supremacia masculina no desenvolvimento de novos empreendimentos.

As exceções ficam a cargo do Brasil e do México, que apresentam as taxas mais balanceadas de empreendedores entre homens e mulheres responsáveis por novos negócios.

No Brasil a TEA (taxas específicas de empreendedorismo) é de 19,9% para mulheres e 19,2% para homens o que pode ser considerado uma distribuição bastante equilibrada.

Este dado demonstra a importância das mulheres para a formação da TEA e é coerente com dados anteriores.

Nos anos de 2013 e 2015 as diferenças entre as taxas masculina e feminina foram de 0,2 e 1,4 pp (pontos percentuais) respectivamente.

O México, por outro lado, apresentou uma diminuição expressiva na diferença entre homens e mulheres a frente de novos negócios, de 3,8 pp em 2013, e 3,9 pp em 2015, para apenas 0,7 pp em 2016.

Já a Índia e a Alemanha merecem destaque pela maior disparidade entre gêneros. 

Seguindo a tendência dos anos anteriores, a Índia apresenta 5,9 pp de diferença entre a TEA masculina e feminina.

 Enquanto 7,6% da amostra de mulheres indianas pesquisadas são responsáveis pela gestão de novos negócios.

Dos homens pesquisados 13,5%  atuam em atividades empreendedoras iniciais, uma porcentagem que representa quase o dobro da taxa feminina.

 Na Alemanha a TEA da população masculina (6%) também é quase o dobro da feminina (3,1%).

No Brasil os percentuais de homens e mulheres entre os empreendedores iniciais têm se mantido semelhantes ao longo da década.

Como é possível notar, os resultados de 2016 mostram uma leve supremacia feminina entre os empreendedores iniciais, com 51,5%, enquanto a participação masculina foi de 48,5%.

PERCENTUAL DE EMPREENDEDORISMO POR COR

empreendedorismo no mundo, percentual por cor.O estrato mais representativo é o de pessoas com cor de pele parda, tanto entre os empreendedores iniciais (54,4%) como entre os estabelecidos (49,8%).

 A segunda cor de pele mais representativa é a branca, com participação de 30,5% entre novos negócios e 36,2% em negócios estabelecidos.

Preta TEE Taxa de empreendedores estabelecidos 12,6, TEA Taxa empreendedores iniciais 14,3.

Em resumo, pode-se dizer que os empreendedores iniciais no Brasil são predominantemente mulheres, com uma média de:

(51,5%) São mulheres;

(30,3%) Tem entre 25 e 34 anos;

(28,8%) Tem segundo grau ou estão cursando;

(46,4%) Estão cursando o ensino superior;

(41,7%)  São casadas;

(54,4%) Tem pele parda.

Já os empreendedores estabelecidos:

(57,3%) São homens;

(30,1%) Tem idade entre 35 e 44 anos;

(34,6%) Possuem renda familiar entre três e seis salários mínimos;

(38,1%) Possuem segundo grau completo ou estão cursando o ensino médio;

(45,7%) São casados;

(49,8%) Tem pele parda.

BUSCA  POR ÓRGÃOS DE APOIO.

É possível esperar que empreendedores de baixa escolaridade e sem apoio de especialistas encontrem maiores dificuldades em planejamento, gestão financeira e mercadológica, dentre outras demandas relevantes para o sucesso do negócio.

Dentre os que buscam ajuda, 68,1% procura apoio no SEBRAE, sendo esta a entidade mais reconhecida entre os empreendedores.

O segundo lugar de buscas fica com o SENAC (19,0%), seguido pelo SENAI (14,9%).

A maior participação relativa de empreendimentos nas áreas de comércio e serviços frente aos empreendimentos industriais explica a maior procura pelo SENAC.

Outras instituições, como a ENDEAVOR, as Associações Comerciais, e os Sindicatos Patronais somam 12,3% de procura.

Este quadro demonstra a relevância do sistemas para o desenvolvimento das atividades empreendedoras no país.

EMPREENDEDORISMO NO MUNDO, SETORES DE ATIVIDADE.

empreendedorismo no mundo, setores de atividade A pesquisa evidenciou que no Brasil o setor de serviços orientados para o consumidor foi o grupo que mais recebeu novos empreendimentos (69%).

O que se pode notar é que essa não é uma particularidade do Brasil, mas é realidade.

 A explicação para isso pode estar relacionada à menor necessidade de capital e um retorno mais rápido dos valores investidos no negócio no setor de serviços se comparado com os outros setores.

No entanto, o resultado apresentado não pode prescindir de análise da conjuntura econômica brasileira e global. 

Os dados apresentados guardam semelhança com estudos que mostram o declínio da atividade industrial e o crescimento do setor de serviços.

Sendo assim, a mudança estrutural que vem ocorrendo no sistema produtivo como um todo mostra seu efeito na atividade empreendedora.

Dos países que possuem as maiores proporções de serviços orientados para o consumidor, a Índia cresceu no ano de 2016 mais do que a China e o México.

Os valores relativos aos serviços orientados para os negócios mostram que, enquanto países como Alemanha e Estados Unidos apresentam proporções maiores do que 25%.

O Brasil apresenta 5%, estando atrás da Índia, México e Rússia.

 Já entre os empreendedores estabelecidos, que são apresentados, o cenário das atividades sofre variação.

Especialmente no caso do Brasil, a indústria de transformação ganha espaço em relação aos empreendedores iniciais e chega à 42%.

Os serviços orientados para o consumidor ainda predominam, mas agora em um percentual menor (51,4%), uma diferença de 17,6 pontos percentuais.

O setor extrativo e os serviços orientados para negócio permaneceram quase inalterados. 

Os serviços orientados para o consumidor recebem o maior percentual em todos os países listados, principalmente na Índia (78,3%) e no México (76,3%).

A Índia justifica-se pelo seu crescimento explosivo, conforme já discutido.

Já o México parece ser um resíduo da expansão de competitividade vivida em 2015. 

Uma alta concentração de serviços para o consumidor podem ser o reflexo de uma conjuntura industrial frágil ou do baixo suporte de fornecimento de serviços às empresas.

Estes serviços de suporte de outros negócios parecem ser relevantes para o desenvolvimento do país.

Uma vez que os maiores percentuais são observados nos Estados Unidos (35,1%) e na Alemanha (24,8%), países industrializados e impulsionados pela inovação.

Já os menores percentuais pertencem ao México (2,8%) e a África do Sul (3,6%), classificados como países impulsionados pela eficiência.

Com relação à Indústria de transformação, ela apresenta o segundo maior percentual em todos os países, com exceção dos Estados Unidos.

O Brasil possui números expressivos (42%), Rússia (40,3%) e África do Sul (37,8%).

Por fim, o setor extrativo é o que possui o menor percentual em todos os países, sendo inferior a 2,2% em 5 dos 8 países listados.

 A Rússia (11,2%) apresenta o maior percentual na  atividade e a China (1%) apresenta o menor.

 O percentual da Rússia é motivado pela extração de commodities energéticas (como carvão, petróleo e gás), segmento em que o país é um dos maiores produtores mundiais.

EMPREENDEDORES NOVOS.

 Quanto aos empreendedores novos e estabelecidos, as três atividades mais citadas se repetem, embora em percentuais diferentes.

São elas: serviços especializados para a construção, cabeleireiros e serviços domésticos.

O fato dos serviços especializados para construção constarem com o maior percentual em empreendedores novos e estabelecidos e não figurarem entre os nascentes.

Esses podem ser explicado pelo cenário do setor, que experimentou franco crescimento até 2014, com vultuosos investimentos governamentais.

Porém o setor viu a demanda interna cair e subirem a carga tributária, os juros e a inadimplência, o que gerou grandes prejuízos em 2015 e 2016.

O setor tem projeções menos pessimistas para 2017.

A atividade de cabeleireiros, aparece com destaque nas categorias de empreendedores.

É a segunda atividade mais citada entre os empreendedores novos e estabelecidos e a quinta mais citada entre os nascentes.

Até o fim do primeiro semestre de 2016 já havia 400 mil CNPJs de MEI, micro e pequenas empresas cadastrados nesta atividade.

O negócio tem impactado positivamente a economia brasileira e o mercado se mostra em crescimento constante, alavancado especialmente pela transformação do papel da mulher.

Não obstante, o setor apresenta um alto grau de mortalidade e de informalidade.

EMPREENDEDORISMO POR OPORTUNIDADE.

Empreendedorismo por oportunidade

No empreendedorismo por oportunidade, os restaurantes são seguidos por:

(9,2%) São de cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza;

(8,9%) Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios ; 

(7,7%) Serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada.

Por outro lado, no empreendedorismo por necessidade figuram:

(15,6%) Serviços especializados para construção;

(14,9%) Serviços domésticos;

(9,7%) Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza;

(7,3%) Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios.

A atividade “Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas” permanece na frente entre os empreendedores nascentes, tanto para homens (12,9%), quanto para mulheres (16,7%).

Outros dois serviços relacionados com a alimentação que figuram entre as mulheres são:

(13,2%) Serviços de catering, bufê e outros serviços de   preparação de alimentos;

(9,8%) Serviços ambulantes de alimentação;

Denotando alto interesse das mulheres neste segmento.

Além dos restaurantes, os empreendedores do gênero masculino se engajam:

(11,5%) Manutenção e reparação de veículos automotores;

(6,5%) Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios;

(4,4%) Serviços especializados para construção, entre outros.

Homens e mulheres empreendedores concordam nas dificuldades enfrentadas e são similares em nível de educação e interesse em criar seu próprio negócio.

 No entanto, eles diferem quando o assunto é parceria.

Por meio de empresas parceiras as mulheres conseguem obter financiamento antecipado, que chegam inclusive a considerá-las um gatilho para início de sua atividade empreendedora.

Em especial no caso do Brasil, onde predomina um empreendedorismo por meio de atividades de prestação de serviço ou comércio em detrimento da manufatura estes parceiros podem ser fornecedores ou clientes.

Um dado que merece destaque é a atividade e o desenvolvimento e licenciamento de programas de computador não-customizáveis.

A única diretamente ligada a tecnologia e sistemas de informação, e que aparece somente nos empreendedores de 55 a 64 anos (8,2%).

Poderia se esperar que, dado a Geração Y ser tida como a mais conectada, suas atividades empreendedoras poderiam girar em torno de tecnologia, o que não se confirmou.

Considerando os empreendedores novos, entre 18 e 34 anos as principais atividades são:

(15,7%) Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza;

(7,8%) Serviços especializados para construção;

(7,3%) Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas.

Com relação aos empreendedores novos de 35 a 54 anos, as atividades mais comuns são:

(12,6%)“Serviços especializados para construção não especificados anteriormente;

(12,1%) Serviços domésticos;

(10,1%) Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios.

POTENCIAL DE INOVAÇÃO DO EMPREENDEDORISMO NO MUNDO.

empreendedorismo no mundo

Em relação ao potencial de inovação em empreendedores iniciais, o país com maior percentual de inovação em produto ou serviço é a China (76,9%), seguido pela Índia (62,6%) e pela África do Sul (47,9%).

O Brasil apresenta o segundo menor percentual (20,4%) acima apenas da Rússia (17,5%).

Apesar de todos estes países citados serem considerados em desenvolvimento, os percentuais podem refletir seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

A China e Índia foram os países que mais cresceram no cenário econômico mundial em 2016, enquanto o Brasil caiu algumas posições no ranking.

Além disso, o Brasil está na 32 posição no que diz respeito a complexidade econômica, ou seja, tem exportado mais produtos com baixos graus de capacidades e conhecimentos empregados em sua produção.

Especialmente em 2016 esta queda de competitividade pode ser atribuída ao cenário vivido pelo país.

No que diz respeito à existência de concorrentes, a posição do Brasil melhora e fica em segundo lugar (48,5%), atrás apenas dos Estados Unidos (61,6%).

Isto significa que apesar do baixo investimento em inovação, os empreendedores iniciais brasileiros têm conseguido comercializar produtos e serviços.

Pode também ser um indicativo de que os empreendimentos iniciais atuam em nichos específicos.

Já quanto a tecnologia, o país fica em último lugar, com o percentual ínfimo de 4%, sendo que tanto a Índia, como a África do Sul apresentam percentuais acima dos 50%.

 Isto significa que os empreendedores iniciais do país, estão em desvantagem com relação a competitividade global, utilizando tecnologias já tidas com obsoletas em outros países.

Minimizaria este problema, um maior investimento, tanto governamental quanto privado, em ciência, tecnologia, inovações e comunicações.

No que tange a consumidores no exterior, os empreendedores iniciais do Brasil têm novamente o menor percentual (1,8%), ficando muito atrás dos Estados Unidos (85,1%), da Alemanha (68,1%) e da África do Sul (53,1%).

MENTALIDADE EMPREENDEDORA

empreendedorismo no mundo

A mentalidade empreendedora é um conceito que está associado à percepção e avaliação interna do indivíduo sobre o ambiente no qual ele está inserido.

É a existência de condições que podem influenciar de forma positiva ou negativa na decisão de empreender.

A pesquisa realizada com a população adulta do Brasil e de países selecionados evidenciam algumas dessas influências.

 No Brasil 41,3% da população brasileira conhece alguém que iniciou um novo negócio nos últimos 2 anos.

Comparando-se com os demais países do BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul) o Brasil só fica atrás da China, onde 50,5% da população conhece alguém que empreendeu nos últimos 2 anos.

EMPREENDEDORISMO NO MUNDO: POTENCIAL EMPREENDEDOR. 

Potencial empreendedor

Brasil e a China são os países em que há maior potencial de empreendedores.

Ou seja, mais de um quarto da população adulta (entre 18 e 64 anos) pretende empreender nos próximos três anos.

Além disso, a vontade de empreender não parece ser vinculada às diferentes condições da economia dos países.

Percebe-se que entre países emergentes há países com menor ímpeto empreendedor como a Rússia, com apenas 5% da população adulta pretendendo iniciar um novo negócio em breve.

Os níveis médios como o México, com taxas semelhantes aos Estados Unidos (16,1% no México e 16,4% nos Estados Unidos), e o próprio Brasil, com taxas de empreendedorismo potencial acima de 28%.

Poderia se inferir que quanto maior a estabilidade política do país, mais a população buscariam atividades empreendedoras.

Pelo contrário, quanto maior a instabilidade política, o empreendedorismo se contraria face a escala do risco.

Essa hipótese é rapidamente rejeitada quando se observa que o Brasil viveu em 2016 uma grave crise política.

Mesmo assim, possui a maior proporção da população entre os empreendedores potenciais dentre todos os países.

Além disso, a Alemanha, que possui o mesmo governo desde 2005 e, está em uma situação política estável há vários anos, tem proporção de potenciais empreendedores na população relativamente baixa (8%).

Portanto, a hipótese que é levantada aqui é que a proporção de empreendedores potenciais em uma determinada região é mais influenciada por fatores culturais do que por fatores econômicos ou de estabilidade política.

A pesquisa GEM e bem completa, se você tiver interesse pode acessar o site do SEBRAE onde você encontra a pesquisa completa.

A pesquisa GEM ajuda a termos um quadro mais claro sobre o empreendedorismo no mundo.

Podemos ver como e afirmado na pesquisa que o empreendedorismo no mundo continua crescendo.

Quando você decide empreender, todos colhem o beneficio do seu crescimento.

 

Fonte: Sebrae, pesquisa GEM.

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